Pontificia Universidad Católica del Perú
e
Universidade de Brasília
24 a 28 de Outubro de 2011
A Universidade de Brasília, por meio de seu Laboratório de Línguas Indígenas, e a Pontifícia Universidad Católica del Perú se associam para promover o encontro internacional: “Arqueologia e Linguística Histórica das Línguas Indígenas Sul-Americanas”.
O encontro ocorrerá na Universidade de Brasília, de 24 a 28 de outubro de 2011 e reunirá especialistas de diferentes áreas de estudo que compartilham o interesse científico pela pré-história linguística e cultural dos povos nativos das Américas, especialmente dos povos sul-americanos.
Com este evento, o Laboratório de Línguas Indígenas retoma do seu histórico de eventos científicos o tema da pré-história linguística e cultural, de forma destacada, como o fez pela primeira vez no Brasil, em outubro de 2005, por ocasião do I Encontro Internacional de Linguística Histórica e de Línguas em Contato.
Programado para outubro de 2011, o encontro será fruto de uma parceria fundamental de duas universidades sul-americanas representativas das terras altas e das terras baixas de uma região que se destaca por ser uma das mais diversificadas em termos de culturas e línguas humanas e de biodiversidade.
O encontro será constituído de conferências, simpósios e comunicações e de uma reunião para discussão de temas e pontos de relevância para avançar o conhecimento científico sobre a pré-história sul-americana.
Conferencistas convidados e confirmados até o presente
Peter Kaulicke (arqueólogo)
Professor, Pontificia Universidad Católica del Perú, Peru
Eduardo Neves (arqueólogo)
Professor, Universidade de São Paulo, e pesquisador no
Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE/USP, Brasil
Eurico Miller (arqueólogo)
Doctor Honoris Causa, Universidade Federal de Rondônia, Brasil
Terrence Kaufman (linguista)
Professor, University of Pittsburgh, EUA
Willem Adelaar (linguista)
Professor, Universiteit Leiden, Holanda
Wolf Dietrich (linguista)
Professor, Universität Münster, Alemanha
Andrea Kely Campos Ribeiro dos Santos (geneticista)
Professora, Universidade Federal do Pará, Brasil
John Monteiro (historiador)
Professor, Universidade Estadual de Campinas, Brasil
Nelson Papavero (zoólogo)
Professor, Museu de Zoologia, USP
Sidney Santos (geneticista)
Professor, Universidade Federal do Pará, Brasil
Cléo V. Altenhofen (linguista)
Professor, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Conferencistas Anfitriões
Aryon Dall’Igna Rodrigues (linguista)
Professor Emérito, Universidade de Brasília, Brasil
Rodolfo Cerrón-Palomino (linguista)
Professor, Pontificia Universidad Católica del Perú, Peru
Uraan Anderson Surui
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
SHOW MAWACA
MAWACA “CANTOS DA FLORESTA”
Grupo paulistano faz turnê pela Amazônia com canções indígenas
O grupo paulistano Mawaca virá ao norte do país para 6 apresentações e oficinas musicais nas cidades de Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná em Rondônia; Manaus e Manacapuru no Amazonas e Rio Branco no Acre. Com patrocínio da Petrobras, o grupo apresentará músicas de diferentes povos indígenas em parceria com os próprios indígenas em cada cidade que aportar. Tanto as apresentações como as oficinas contarão com a presença de grupos indígenas já contatados anteriormente, que terão suas músicas interpretadas como os Paitér-Suruí, Ikolén-Gavião, Zoró, Karitiana, Cambeba, Kaxinawá, mostrando a riqueza musical desses povos da floresta.
Todas as apresentações e as oficinas serão gratuitas. Serão também filmados e editados num documentário a ser disponibilizado gratuitamente na internet.
Gostaríamos de contar com a colaboração da imprensa a nos ceder um espaço para a divulgação desse projeto que consideramos de interesse mútuo.
Seguem informações do projeto, com agenda dos eventos (oficinas e shows) para sua apreciação
BREVE HISTÓRICO MAWACA
O grupo é referência no cenário da música do mundo no Brasil e tem participado de festivais na Europa e na América Latina.
Em 1999; abriu para a banda japonesa de Okinawa Rinken Band a convite da Fundação Japão.
Em 2000, tocou na Tenda Raízes do Rock in Rio e participou da abertura do evento Amazônia.br em apresentação conjunta com as cantoras Marlui Miranda e Tetê Espíndola. Tocou também Theatro Municipal de São Paulo com a cantora portuguesa Né Ladeiras e Orquestra em 2001. No projeto dedicado aos Lusíadas de Camões, o grupo se apresentou com as orquestras sinfônicas Sinfonia Cultura e Jovem de Guarulhos em 2001.
Em 2003, o grupo participou da WOMEX, feira de World Music em Sevilha e realizou uma turnê pela pela Espanha em 2002.
Em 2004, o grupo também se apresentou ao lado das Ceguinhas de Campina Grande no CCBB do Rio e de Brasília e no Recbeat em Recife. O grupo teve no show dedicado à música mediterrânea a participação especial da cantora Equidad Bares e do catalão Marc Egea na viola de roda.
Em 2006, o grupo foi selecionado para representar o Brasil na WOMEX – feira de world music em Sevilha em 2003 e na POPKOMM em Berlim.
Em 2005, o grupo comemorou os 10 de anos de carreira com o lançamento de uma caixa contendo os 5 CDs e um livreto com a história do grupo. No mesmo ano, gravou o primeiro DVD que foi lançado em 2006, ano em que participaram do Fórum Cultural Mundial junto aos índios Waujá do Xingu e o musico do Curdistão Sivan Perwer.
Em 2006 e 2007, o grupo participou de vários festivais da América Latina, de São Paulo , Rio de Janeiro, Brasília, Garanhuns, Belo Horizonte, e cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais.
Em 2007, o Mawaca foi selecionado pelo MINC para se apresentar em Berlim no Festival Popkomm com o show “Rupestres Sonoros”, projeto que se transformou em CD lançado em novembro de 2008 e que está nos TOP TEN do World Music Charts da Europa de setembro de 2009.
Em 2010, o grupo foi para a China onde realizou 24 apresentações na Expo Shanghai em maio de 2010, seguindo para Portugal e Bolívia.
O MAWACA
O MAWACA é um grupo que pesquisa e recria a música das mais diversificadas partes do globo. É formado por um grupo vocal que interpreta canções em mais de quinze línguas. O grupo é formado por 7 cantoas e 6 instrumentistas: Gabriel Levy (acordeom), Ana Eliza Colomar (violoncello e flauta), Ramiro Marques (sax soprano), Paulo Bira (contrabaixo), além percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão a cargod e Valéria Zeidan e Armando Tibério.
O repertório do grupo é formado por músicas de tradições díspares como a japonesa e a irlandesa; de países tão distantes entre si como Finlândia e Japão, África Central e Indonésia, regiões diferentes como Oriente Médio e Península Ibérica. São temas ancestrais que possibilitam a pesquisa de sonoridades múltiplas revelando as características étnicas locais buscando sempre estabelecer inter-relações com a música brasileira.
Com arranjos criativos, o Mawaca apresenta uma musica vibrante, pérolas do repertório mundial que foram transmitidas de geração em geração pela tradição oral. As transcrições e arranjos desses temas ancestrais são realizados por Magda Pucci que, além de desenvolver a pesquisa de repertório, é também responsável pela direção musical do grupo.
Com mais de 15 anos de carreira, o Mawaca produziu 6 álbuns, dois DVDs e um livro. Seu mais recente CD e DVCD Rupestres Sonoros é voltado para os cantos indígenas da Amazônia com um interessante entrelaçamento com a arte rupestre brasileira.
O Mawaca exemplifica com sua música questões que passam pelo pluralismo cultural. Assim, vem buscando abrir olhos e ouvidos do seu público sobre questões ligadas a tolerância religiosa assim como às diferenças raciais, e fazer compreender as diferenças étnicas entre os povos, seja ele, o homem indígena do norte do Brasil ou o muçulmano árabe ou o refugiado africano assim como as questões femininas sempre presentes no universo sonoro do grupo.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Projeto Língua Paiter Surui
A comunidade indígena da linha 14, da Terra Indígena Sete de Setembro, desenvolve um projeto de normatização da língua Paiter Suruí. O projeto está sendo desenvolvido com recurso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN através da Associação Gapgir do Povo Indígena Paiter Suruí. "Percebo que a cultura, para qualquer ser humano é grandioso, é na sua cultura que um indivíduo se encontra." Vendo a importância de preservar e de fortalecer a nossa identidade e, a língua é um meio de identificar um povo, através da escrita um povo conhece a sua história, como nova forma, um veículo de transmitir o passado à juventude. Com essa visão, partimos a trabalhar com a escrita da nossa língua 'PAITER SURUÍ'. Se dominamos a escrita do português, agora vamos dominar a nossa escrita. Passamos por transformações caóticas e, agora queremos reverter a situação e por de conhecer nossas raízes é que vamos mudar e escrever uma página mais bonita na nossa história. Creio que a força vital dos nossos valores humanos indígena persistem dentro de nós. De um dia podermos escrever nossos pensamos e histórias com nossos olhares próprios. E agora a escrita será o nosso veículo como em todas as línguas no mundo. O Projeto conta com a participação da linguista da UnB/LALI - Laboratório de Línguas Indígenas, Ana Suelly Arruda Câmara Cabral; Antropóloga Betty Mindlin, as musicistas Marlui Miranda e Magda Pucci e a pedagoga Laíde Maria Ruiz. Os indígenas Joaton Suruí (professor Nota 10, Fundação Victor Civita), Anderson Suruí e Patanga Suruí, ambos da diretoria da Associação e os detentores do conhecimento, cacique desta comunidade, Joaquim Suruí e seu irmão Gakamam, que é considerado entre os Surui's a que sabe mais histórias do seu povo. Um exemplo possível para os jovens indígenas Suruí hoje.
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